Gritos de Indignação
 




 Escrito por Juju às 11h24
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Bom, sumi, sumi mais um pouco e voltei...
Sai de férias e fui viajar. Primeiro motivo para ter sumido.
Voltei de viagem e fui para o EIV em Ribeirão Preto. Completou o quadro de sumiço.
Alia tudo isso ao fato de não querer escrever e temos praticamente um abandono rsrsrs
Mas estou de volta, daquele jeito, mas de volta.
Não estou ainda muito a fim de escrever, mas faz-se necessário dar vida a esse blog quase em coma profundo, sem chance de recuperação.
Vida bandida!
Sem muito o que dizer. Estou em casa me preparando para um exame maldito que farei à tarde. Não paro de ir ao banheiro. Vida de rainha é foda, viu?
Amanhã, volto para Sampa e para o batente, já com reuniões e atos na agenda. Porém, não estou reclamando!
Mas semana que vem já é carnaval. Delícia, hein? E talvez uma viagem básica para São Tomé das Letras uhuuuuuuuu
Aqui despeço-me de tod@s! Bjussssss



 Escrito por Juju às 11h22
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Texto escrito por mim para o seminário da prática sobre o silêncio:

O não-silêncio

“Silêncio é a palavra que habita, que palpita.”

(Pedro Abrunhosa)
Ao pensar sobre esse tema no grupo do Projeto “Use a sua cidade”, ao qual acompanhei durante o segundo semestre de 2009, pude perceber que o silêncio era algo muito raro dentro do grupo: sempre tinha alguém falando e, se as pessoas não realizavam essa ação, era a cidade, com todo os seus ruídos e manifestações de vida que interrompia o silêncio.
Como Liberman coloca (2008, p. 257) a vida não é silenciosa, pois, mesmo que haja um silêncio de palavras, existem ruídos, pensamentos e pulsos que nunca cessam. O corpo sempre está falando e a fala é apenas mais um produto do corpo. Porém o corpo é um produto do mundo. Caldin (2006, p. 06), apóia -se na idéia do filósofo Maurice Merleau-Ponty para dizer que “a linguagem é extensão do corpo, faz parte do mundo da experiência, a palavra é criação de sentido e, o silêncio é uma forma de linguagem”. Além disso, há uma ligação entre o corpo humano e a cidade, sendo que a arquitetura e os ruídos facilitam ou dificultam a vida rotineira, os negócios, a política e os rituais religiosos. Os corpos que se produzem são “corpos falantes e corpos silenciosos, corpos que subjugam e corpos que são subjugados” (CALDIN, 2006, p. 05).
Na sociedade atual, a passagem da voz coletiva para a voz pessoal aumentou o silêncio. A velocidade dos veículos comunitários transformou as viagens casa-trabalho, trabalho-casa em rituais de emudecimento. E surge, ao mesmo tempo, cada vez mais forte este barulho indiscriminado, este ruído surdo misturado de pressa, buzina, breques de ônibus, de construção e destruição que vai apagando sorrateiramente nossa voz no mundo. Assim, a privação da fala foi tomando vulto e hoje se percebe a supremacia do silêncio, do individualismo e da busca de privacidade dos lares. É o próprio ritmo de vida imposto pelo sistema ao qual vivemos que faz isso. É a velocidade de nossas vidas que nos leva ao emudecimento: estamos sempre com pressa, ocupados, presos às nossas "responsabilidades", envoltos em nossos pensamentos e preocupações. E o outro surge como um estranho, um estrangeiro. Olhamos para ele e não o vemos. Ele é apenas parte da paisagem. Dessa maneira, a humanidade, à medida que prioriza a velocidade, prioriza também o isolamento. “As vozes não seguem mais paralelas, elas correm cada uma em uma direção” (CALDIN, 2006, p. 14).
Já os ruídos das cidades são, por algumas pessoas, chamados de “trilha sonora da cidade”. São sons que marcam a passagem por determinados lugares, atrapalham, causam surdez, entre outras coisas. Porém, a barulheira da grande cidade também faz com que haja o apagamento das lembranças auditivas no cotidiano de seus habitantes, especialmente aqueles sons que um dia fizeram parte da nossa vida e que vão desaparecendo sem que tenhamos percepção de seu sumiço. É interessante constatar que perdemos os sons em silêncio. Talvez isto se dê pela confusão de barulhos que nos cercam, talvez pela desvalorização da memória auditiva ou ainda por esta conjunção de faltas de estímulos que acabam por perpetuar esta ausência de percepção da importância dos sons nas nossas lembranças.
Ao mesmo tempo, os sons da cidade podem atrapalhar a comunicação entre os indivíduos. Isso podia ser muito visto durante os dias de incursão urbana. Para que fossemos ouvidos pelo grupo todo, era necessários estarmos próximos um dos outros e falar num tom de voz maior do que o normalmente usado.
Percebe-se, portanto, a relação entre a voz, a cidade e o silêncio dentro de um grupo que tem a cidade como ambiente de encontro e realização de tarefa.

 

Bibliografia:

 

CALDIN, C.F. A Presença e a Ausência da Voz no Tempo e na Cidade: uma leitura merleau-pontyana de Carne e Pedra de Richard Sennett. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, vol. 11, n.1, p. 05 -17, jan./jul., 2006.

 

JANOVITCH, P. Em busca das trilhas sonoras da cidade de São Paulo. Retirado de Jornal Ver São Paulo. Disponível em: http://www.carbonoquatorze.com.br/
versaopaulo/2009/01/em-busca-das-trilhas-sonoras-da-cidade.html. Acessado dia 09 de janeiro de 2009.

 

LIBERMAN, F. Delicadas Coreografias: instantâneos de uma terapia ocupacional. São Paulo: Summus Editorial, 2008. p. 255-284.



 Escrito por Juju às 12h11
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 Escrito por Juju às 18h14
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Tenho algumas coisas para dizer, mas nesse momento quero falar de algo que ficou na minha cabeça durante a semana inteira: o ballet.
Acho que a apresentação de teatro esse semana no CRATOD aliado a minha conversa com a Eli, a professora que vai me orientar na mono, me fez perceber o quanto estou sentindo falta... Uma falta que eu sabia que ia sentir, mas etava inconsciente até agora.
Sinto falta da sala de aula, os espelhos altos, a barra, o chão de madeira, o piano ao canto, o aparelho de som, o som da sapatilha raspando no chão, os baques surdos dos saltos...
Sinto falta das apresentações. O friozinho na barriga antes de entrar no placo, as orações. O teatro... Ah, o teatro... Com toda sua magia, todo o seu encanto, todo seu labirinto... Os camarins apertados com dez bailarinas lutando por um pedaço de espelho, o espelhos iluminados, as lâmpadas ao redor dos espelhos que tornam aquele pequeno espaço muito, mas muito quente... As escadas até o espaço antes do palco... Aquele espaço tão importante para a concentraç]ão e aquecimento antes de entrar no palco. As coxias, ahhhhhhh, as coxias... O refúgio do bailarino, um espaço de esconderijo antes de me mostrar ao público e de voltar quando algo acontece ou você tem que sair do palco. Um espaço separado por alguns pedaços de pano preto...
Mas o palco é mais mágico ainda. Toda a dança acontece ali. Ali você se mostra ao público, má a cara a tapa e se mostra por inteiro, mostra sua paixão por aquilo que faz, expôe sua alma... Ali que você escuta o somo que move a sua dança, que move você a continuar dançando: os aplausos, o mais maravilhoso dos sons. Não é querer me gabar, mas eu adoro os aplausos. Mostram o quanto so público gostou do seu trabalho, da sua dança, da sua alma, da sua paixão...
Ontem fui ao sarau da Associação Morungaba onde fiz estágio esse semestre e me emocionei muito com um menino e uma menina de 9 anos q se apresetaram. Não foi só a dança, mas a magia do ballet q me emocionaram. Percebi que é isso mesmo: o ballet está no meu sangue e não há nada que diminua esse "vevneno" que corre pelo meu corpo, essa minha paixão...
A Eli perguntou se eu estava dançando ainda, mas eu disse que parei e vou voltar o ano q vem. Porém, estou com medo de não conseguir achar um lugar e não voltar... Ficar só na fala... Talvez eu precise de um empurrãozinho, alguém que vá comigo nas academias... Alguém se habilita? rsrsrsrsrs
Acho que por hoje é só... Bjusssss



 Escrito por Juju às 18h11
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Olá pessoas!!!
Dei uma sumida, mas estou de volta...
Vou contar um pouquinho como está esse meu fim de ano.
Primeiramente, vou avisá-los que tive uma cólica renal ontem que vocês não fazem idéia!!! Chorava que nem criança de tanta dor... Acabei tendo que tomar soro e duas injeções.
Depois disso, ao chegar em casa, fui tomar um banho quente e quem disse que o chuveiro esquentava? Fui obrigada a recorrer ao bom e velho banho de caneca. Me fez lembrar meu tempo de EIV rsrsrs O problema é que quando a Raquel foi tomar banho, o chuveiro esquentou com ela. Fiquei muito puta!
Durante a madrugada, fui para o pronto socorro de novo com dor, mas dessa vez de ambulância. Nunca tinha andado em uma... O mais engraçado foi a Raquel caindo do banco da ambulância direto para o chão quando o motorista freiou hehehehe
Hoje já estou melhor... Estou tomando muita água e buscopam contra a dor.
Finalmente as aulas estão terminando... Fiz dois trabalhos finais hoje, um para amanhã e outro para segunda. Falta do da Carminha de Tecnologia assistiva e aí FÉRIAS!!! Vou beber horrores depois que entregar esse trab só para comemorar rsrsrs
Acho que é só... Beijos a tod@s!!!



 Escrito por Juju às 18h59
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 Escrito por Juju às 19h35
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Sobre os comentários no meu post anterior:

Vocês estão antecipadamente incluídos...

Droga! Vocês estragaram a minha idéia de troca!!!



 Escrito por Juju às 19h35
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Ok! Tomei uma decisão na minha vida: vou comprar um laptop!
Resisti por três anos, mas agora vi que não tem mais jeito...
O problema é como... Mas já estou pensando. O jeito será doações...
Na verdade, é uma troca. Ao invés da pessoa me dar presente de Natal, me dá o valor do presente que ia me dar em dinheiro. Em recompensa, eu coloco o nome das pessoas na parte de agradecimentos da minha mono... O que acham?
Eu tinha pensado nas pessoas me darem como presente coletivo, mas o meu amigo Richard já tirou o corpo fora... Isso que é amigo, hein? ¬¬
Assim, quem estiver disposto a contribuir, me contate que mando a conta do depósito.
E não estou brincando! É algo muito sério... Minha mono depende disso!!!!



 Escrito por Juju às 20h01
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 Escrito por Juju às 16h50
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Solidão  não  é  a  falta  de  gente  para  conversar, namorar,  passear  ou fazer  sexo... isto  é  carência..
Solidão   não  é   o sentimento  que  experimentamos  pela  ausência  de entes queridos que  não  podem mais  voltar...
isto  é  saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.
Solidão  não  é  o  vazio  de  gente  ao  nosso  lado... isto  é  circunstância.
Solidão  é  muito  mais  do  que  isto.
Solidão  é  quando  nos  perdemos  de  nós  mesmos e procuramos  em  vão pela nossa alma... 
             
Francisco  Buarque  de  Holanda 



 Escrito por Juju às 16h45
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Contagem regressiva...

É pessoas, daqui quatro dias faço 21 anos... Parece que essa idéia está me assusntando um pouco.
Parece (e acho que é verdade) que a cada ano que passa as responsabilidades só aumentam e pouco tempo resta para fazermos o que queremos, como ficar na cama lendo um livro ou ir para o shopping num dia com os amigos e passar a tarde inteira com eles.
Resolvi escrever para colocar um pouco da minha aflição de fazer 21 anos... VINTE E UM!!! Vinte e um são 3 vezes 7, vinte e um gramas é quanto uma pessoa perde de sua massa corporal ao morrer, vinte e um é a idade mínima para se adotar uma criança... Vinte e um realmente é o marco da fase adulta. Agora, realmente, deixei de ser adolescente para se tornar o que sou...
E o que sou?
Essa é a pergunta que me assombra mais... Passou tanto tempo e ainda não consegui responder boas partes das minhas perguntas, tirar dúvidas cruciais, descobrir porque existo, porque estou aqui e não lá, e quem sou eu... Sinto-me cada vez mais perdida, pois o mundo mostra-me uma variedade considerável de eus, de Júlias Colussis de 21 anos.
Acho que etsou ficando louca e ficando que nem a personagem Ana do livro "Vergonha dos pés"... Estou escrevendo umas coisas sem nexo, mas que fazem um super sentido para mim... rsrsrsrs
Uma coisa posso dizer: não tenho vergonha dos meus pés, mais precisamente para onde eles me levaram e continuam me levando. Cada lugar em que estive, cada pessoa que conheci, cada momento que passei foram importantes para determinar essa Júlia que agora sou, mas que não sabe quem é... Vai se entender, né? hehehe
Acho que por hoje é só!
Bjussssssssss



 Escrito por Juju às 10h54
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 Escrito por Juju às 13h23
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Novamente, vontade de escrever.
Novamente, recordações...
Dessa vez, não de um tema ou de uma passagem especifíca da minha vida, mas um pouco de tudo que passei.
Resolvi organizar minhas coisas antigas da faculdade. Colocar tudo nos plásticos correspondentes a cada disciplina, organizar as disciplinas por semestre, empilhá-las, e colocá-las de maneira mais organizada no canto do meu armário reservado a elas.
Depois disso, organizei um armarinho que tem no canto do quarto, como um criado mudo. Em cima dele tem vários porta-retratos com fotos minhas e da minha irmã com nossos amigos, conhecidos, etc. Nas portinhas, recordações minhas: minha caixa de cartas e coisas marcantes, dois álbuns de fotografia de formatura (8ª série e 3º colegial), o envelope com minhas fotos de ballet, os desenhos que o Ivo fez de mim e algumas outras miudezas perdidas naquele espaço minúsculo, algumas realmente esquecidas ali.
Depois de seprar o que ia para o lixo, o que ia guardar, o que tinha que ir para outro lugar, fechei as duas portinhas e fui para outro canto do armário que divido com  minha irmã: ela fica com a parte grande do armário, eu fico com as gavetas menores, onde guardo roupa íntima, meias, biquinis, cachecóis e pijamas. Dei uma organizada nas coisas que haviam dentro do armário. Achei minha agenda do ano passado e separei-a para depois guardá-la na caixa junto com as agendas antigas.
Fui guardar a agenda depois de organizar aquele pequeno bagunçado espaço. Um pouco de trabalho para pegar a caixa pois o lugar onde estava/está guardada também estava/está bagunçado. Abri a caixa e encontrei cadernos antigos do Rafa, agendas antigas da Bruna, meu velho e querido diário, um caderninho que a Anna, sumida Anna, me deu no 1º colegial e as agendas, minhas agendas. Tinha desde a 8ª série até o segundo ano da faculdade.
Peguei todas e passei a folheá-las, divertindo-se com algumas anotações contidas ali, relembrando cinemas e teatros com amigos, detendo-me me alguns momentos tristes, essas coisas que agendas de garotas geralmente carregam ao longo dos anos, pois para nós, cada lugar, cada momento, cada ocasião tem que ser lembrada por alguma coisa e marcada na agenda com algo significativo. Pode ser o ingresso do teatro ou aquele papel do bombom que você comeu depois do jantar ou aquele papel de bala dada por um amigo quando você estava triste, não importa. O importante é estar ali para que, quando você possa folhear as páginas, as lembranças, que às vezes se perdem com o tempo, possam vir mais fácil e te fazer rir ou chorar do que foi vivido. Nossa, foi muito bom estar ali, entre tantas recordações...
Depois, guardei todas de volta à caixa e coloquei a caixa no armário. Quem sabe um dia, volto para olhá-las novamente...

Ps: a vida é engraçada né? Estava no orkut hoje e olha o q deu minha sorte de hoje -->  A dança é a linguagem oculta da alma. Acho que não preciso dizer nada rsrsrs



 Escrito por Juju às 13h21
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 Escrito por Juju às 14h20
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